CHEGA
Não, não te quero mais
Agora eu que decido aonde vou
Não, não, não suporto mais
Prefiro andar sozinha como sou
Andar de madrugada feito traça
Feito barata
Feito cupim
Dizer pra mim que eu gosto mais de mim
Que eu sou assim, e não tem jeito
Vai sair da minha vida, você vai ter que mudar
Da minha casa, de atitude. Chega!
Ainda mais agora que eu vou viajar pra me livrar de você
Não quero mais ser seu amigo nem inimigo, nada!
Andar de madrugada feito traça
Feito barata
Feito cupim
Dizer pra mim que eu gosto mais de mim
Que eu sou assim, e não tem jeito
Pra entrar na minha vida, você vai ter que mudar
Da minha casa, de atitude, Chega!
Ainda mais agora que eu vou viajar, e me livrar de você
Não quero mais ser seu amigo, nem inimigo, nada!
Pra entrar na minha vida você vai ter que mudar
Da minha casa dos meus amigos, e chega!
Ainda mais agora que eu já viajei, e me livrei de você
Não quero mais ser seu amigo, nem inimigo, nada!
Pra você é o fim da estrada
Com você fechei a tampa
Da minha casa, dos meus amigos, chega!
Ainda mais agora que eu vou viajei, e me livrei de você
Não quero mais ser seu amigo, nem inimigo, nada!
Pra você é o fim da estrada
Com você fechei a tampa...
"E aqueles que foram vistos dançando, foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música." (Friedrich Nietzsche)
18 de set. de 2009
17 de set. de 2009
EU QUISERA...
Por Nospheratt em Deusario
Eu quisera que a história fosse diferente.
Que nossos caminhos não fossem divergentes, que não nos houvéssemos afastado.
Que as mentiras fossem verdades, que aquilo que imaginei não fosse tão somente um sonho.
Que o amor não tivesse sido negado, e que abandono fosse nada mais que uma palavra.
Que houvessem risos, e segredos compartilhados, e colo e abraços.
Que a tristeza não fosse tanta.
Que as perdas não fossem tão imensas, nem as feridas tão profundas.
Que viver fosse simples, e cheio de sol e música.
Que a quietude tivesse nascido da tranquilidade, e não da melancolia.
Que a dor que dividimos fosse compartilhada.
Que o medo não estivesse sempre presente.
Que eu pudesse chorar, sem temer não parar nunca mais de chorar.
Que eu não tivesse que ser tão forte como um rochedo.
Que eu não fosse tão solitária como um penhasco.
Que a miséria não me espreitasse.
Que as histórias tivessem finais felizes.
Que minhas mãos pudessem curar, e minhas palavras fossem consoladoras.
Que não houvessem mais batalhas, feridos de morte nem prisioneiros.
Que eu pudesse lembrar de um tempo sem pranto.
Eu quisera…
Por Nospheratt em Deusario
Eu quisera que a história fosse diferente.
Que nossos caminhos não fossem divergentes, que não nos houvéssemos afastado.
Que as mentiras fossem verdades, que aquilo que imaginei não fosse tão somente um sonho.
Que o amor não tivesse sido negado, e que abandono fosse nada mais que uma palavra.
Que houvessem risos, e segredos compartilhados, e colo e abraços.
Que a tristeza não fosse tanta.
Que as perdas não fossem tão imensas, nem as feridas tão profundas.Que viver fosse simples, e cheio de sol e música.
Que a quietude tivesse nascido da tranquilidade, e não da melancolia.
Que a dor que dividimos fosse compartilhada.
Que o medo não estivesse sempre presente.
Que eu pudesse chorar, sem temer não parar nunca mais de chorar.
Que eu não tivesse que ser tão forte como um rochedo.
Que eu não fosse tão solitária como um penhasco.
Que a miséria não me espreitasse.
Que as histórias tivessem finais felizes.
Que minhas mãos pudessem curar, e minhas palavras fossem consoladoras.
Que não houvessem mais batalhas, feridos de morte nem prisioneiros.
Que eu pudesse lembrar de um tempo sem pranto.
Eu quisera…
TRISTEZA
Por Nospheratt em Deusario
Há horas em que a tristeza não tem nome.
Nem palavras.
Nem voz, nem silêncio, nem descanso.
Há horas.
Há tempos.
Assim. Desfigurados. Tristonhos. De medonhos sonhos tristes.
Fotos de moldura branca, uma janela aberta, o chuvisco manso lá fora. No peito.
As horas.
O tempo.
Que passou e não veio. Não disse, não trouxe, mentiu. Onde estava?
Alguém chorava. Ninguém ouviu o que não foi dito. Os olhos abertos e os lábios selados.
Umas horas.
Um tempo.
Calado. Melancólico, cansado. Triste e cabisbaixo sob tanto peso.
Que não chegou. Promessas vãs e esperanças tolas, os braços cegos carregando vazios.
E eu já não espero.
Por Nospheratt em Deusario
Há horas em que a tristeza não tem nome.
Nem palavras.
Nem voz, nem silêncio, nem descanso.
Há horas.
Há tempos.
Assim. Desfigurados. Tristonhos. De medonhos sonhos tristes.
Fotos de moldura branca, uma janela aberta, o chuvisco manso lá fora. No peito.
As horas.
O tempo.
Que passou e não veio. Não disse, não trouxe, mentiu. Onde estava?
Alguém chorava. Ninguém ouviu o que não foi dito. Os olhos abertos e os lábios selados.
Umas horas.
Um tempo.
Calado. Melancólico, cansado. Triste e cabisbaixo sob tanto peso.
Que não chegou. Promessas vãs e esperanças tolas, os braços cegos carregando vazios.
E eu já não espero.
1 de set. de 2009
Um Dia de Domingo - Tim Maia e Gal Costa
Te encontrar de qualquer jeito
Pra sentar e conversar,
Depois andar de encontro ao vento.
Eu preciso respirar
o mesmo ar que te rodeia,
E na pele quero ter
o mesmo sol que te bronzeia,
Eu preciso te tocar
e outra vez te ver sorrindo,
e voltar num sonho lindo
um sentimento sem sentido,
Eu preciso descobrir
a emoção de estar contigo,
Ver o sol amanhecer,
E ver a vida acontecer
Como um dia de domingo.
Faz de conta que ainda é cedo,
Tudo vai ficar por conta da emoção
Faz de conta que ainda é cedo,
E deixar falar a voz do coração.
Eu preciso te falar,
Te encontrar de qualquer jeito
Pra sentar e conversar,
Depois andar de encontro ao vento.
Eu preciso respirar
o mesmo ar que te rodeia,
E na pele quero ter
o mesmo sol que te bronzeia,
Eu preciso te encontrar
e outra vez te ver sorrindo,
Te encontrar num sonho lindo...
Já não dá mais pra viver
um sentimento sem sentido,
Eu preciso descobrir
a emoção de estar contigo,
Ver o sol amanhecer,
E ver a vida acontecer
Como um dia de domingo.
[Faz de conta que ainda é cedo,
Tudo vai ficar por conta da emoção
Faz de conta que ainda é cedo,
E deixar falar a voz do coração.] 3x
21 de ago. de 2009
Sessão das Dez - Raul Seixas
Sessão das Dez
Ao chegar do interior
Inocente, puro e besta
Fui morar em Ipanema
Ver teatro e ver cinema
Era a minha distração
Foi numa sessão das 10
Que você me apareceu
Me ofereceu pipoca
Eu aceitei e logo em troca
Eu contigo me casei
Curtiu com meu corpo
Por mais de 10 anos
E depois de tal engano
Foi você quem me deixou
Curtiu com meu corpo
Por mais de 10 anos
E depois de tal engano
O cinema...
Incendiou!!
Inocente, puro e besta
Fui morar em Ipanema
Ver teatro e ver cinema
Era a minha distração
Foi numa sessão das 10
Que você me apareceu
Me ofereceu pipoca
Eu aceitei e logo em troca
Eu contigo me casei
Curtiu com meu corpo
Por mais de 10 anos
E depois de tal engano
Foi você quem me deixou
Curtiu com meu corpo
Por mais de 10 anos
E depois de tal engano
O cinema...
Incendiou!!
S.O.S - Raul Seixas
S.O.S
Hoje é domingo missa e praia céu de anil
Tem sangue no jornal, bandeiras na avenida Zil
Lá por detrás da triste linda Zona Sul
Vai tudo muito bem, formigas que trafegam sem porque
E das janelas desses quartos de pensão
Eu como vetor, tranqüilo tento uma transmutação
Ô, ô, ô seu moço do disco voador
Me leve com você, pra onde você for
Ô, ô, ô seu moço mais não me deixe aqui
Enquanto eu sei que tem tanta estrela por aí.
Andei rezando para tótens e Jesus
Jamais olhei pro céu, meu disco voador além
Já fui macaco em domingos glaciais,
Atlantas colossais, que eu não soube como utilizar
E nas mensagens que nos chegam sem parar
Ninguém, ninguém pode notar
Estão muito ocupados prá pensar.
Ô, ô, ô seu moço do disco voador
Me leve com você, prá onde você for
Ô, ô, ô seu moço mais não me deixe aqui
Enquanto eu sei que vem tanta estrela por aí.
Tem sangue no jornal, bandeiras na avenida Zil
Lá por detrás da triste linda Zona Sul
Vai tudo muito bem, formigas que trafegam sem porque
E das janelas desses quartos de pensão
Eu como vetor, tranqüilo tento uma transmutação
Ô, ô, ô seu moço do disco voador
Me leve com você, pra onde você for
Ô, ô, ô seu moço mais não me deixe aqui
Enquanto eu sei que tem tanta estrela por aí.
Andei rezando para tótens e Jesus
Jamais olhei pro céu, meu disco voador além
Já fui macaco em domingos glaciais,
Atlantas colossais, que eu não soube como utilizar
E nas mensagens que nos chegam sem parar
Ninguém, ninguém pode notar
Estão muito ocupados prá pensar.
Ô, ô, ô seu moço do disco voador
Me leve com você, prá onde você for
Ô, ô, ô seu moço mais não me deixe aqui
Enquanto eu sei que vem tanta estrela por aí.
Como Vovó Já Dizia - Raul Seixas
Como Vovó já Dizia
Quem não tem colírio usa óculos escuros
(Mas não é bem verdade)
Quem não tem colírio usa óculos escuros
Uh!)
Quem não tem colírio usa óculos escuros
Minha vó já me dizia pra eu sair sem me molhar
Quem não tem colírio usa oculos escuros
Mas a chuva é minha amiga e eu não vou me resfriar
Quem não tem colírio usa óculos escuros
A serpente está na terra o programa está no ar
Quem não tem colírio usa óculos escuros
A formiga só trabalha porque não sabe cantar
Quem não tem colírio usa óculos escuros
Quem não tem filé come pão e osso duro
Quem não tem visão bate a cara contra o muro
Quem não tem colírio usa óculos escuros
Há tanta coisa no menu que eu nem sei o que comer
Quem não tem colírio usa óculos escuros
José Newton já dizia: "Se subiu tem que descer"
Quem não tem colírio usa óculos escuros
Só com a praia bem deserta é que o sol pode nascer
Quem não tem colírio usa óculos escuros
A banana é vitamina que engorda e faz crescer
(Mas não é bem verdade)
Quem não tem colírio usa óculos escuros
Uh!)
Quem não tem colírio usa óculos escuros
Minha vó já me dizia pra eu sair sem me molhar
Quem não tem colírio usa oculos escuros
Mas a chuva é minha amiga e eu não vou me resfriar
Quem não tem colírio usa óculos escuros
A serpente está na terra o programa está no ar
Quem não tem colírio usa óculos escuros
A formiga só trabalha porque não sabe cantar
Quem não tem colírio usa óculos escuros
Quem não tem filé come pão e osso duro
Quem não tem visão bate a cara contra o muro
Quem não tem colírio usa óculos escuros
Há tanta coisa no menu que eu nem sei o que comer
Quem não tem colírio usa óculos escuros
José Newton já dizia: "Se subiu tem que descer"
Quem não tem colírio usa óculos escuros
Só com a praia bem deserta é que o sol pode nascer
Quem não tem colírio usa óculos escuros
A banana é vitamina que engorda e faz crescer
O Trem das Sete - Raul Seixas
O Trem das Sete
Ói, oia o trem, vem surgindo de trás das montanhas
azuis, oia o trem
Ói, oia o trem, vem trazendo de longe as cinzas do
velho neon
Ói, já é vem, fumegando, apitando, chamando os que
sabem do trem
Ói, é o trem, não precisa passagem nem mesmo bagagem no
trem
Quem vai chorar, quem vai sorrir ?
Quem vai ficar, quem vai partir ?
Pois o trem está chegando, tá chegando na estação
É o trem das sete horas, é o último do sertão, do
sertão
Ói, olha o céu, já não é o mesmo céu que você conheceu,
não é mais
Vê, ói que céu, é um céu carregado e rajado, suspenso
no ar
Vê, é o sinal, é o sinal das trombetas, dos anjos e
dos guardiões
Ói, lá vem Deus, deslizando no céu entre brumas de mil
megatons
Ói, olha o mal, vem de braços e abraços com o bem num
romance astral Amen!
azuis, oia o trem
Ói, oia o trem, vem trazendo de longe as cinzas do
velho neon
Ói, já é vem, fumegando, apitando, chamando os que
sabem do trem
Ói, é o trem, não precisa passagem nem mesmo bagagem no
trem
Quem vai chorar, quem vai sorrir ?
Quem vai ficar, quem vai partir ?
Pois o trem está chegando, tá chegando na estação
É o trem das sete horas, é o último do sertão, do
sertão
Ói, olha o céu, já não é o mesmo céu que você conheceu,
não é mais
Vê, ói que céu, é um céu carregado e rajado, suspenso
no ar
Vê, é o sinal, é o sinal das trombetas, dos anjos e
dos guardiões
Ói, lá vem Deus, deslizando no céu entre brumas de mil
megatons
Ói, olha o mal, vem de braços e abraços com o bem num
romance astral Amen!
Sociedade Alternativa - Raul Seixas
Sociedade Alternativa
Viva, viva, viva a sociedade alternativa
(Viva! Viva!)
Viva, viva, viva a sociedade alternativa
(Viva o novo aeon)
Viva, viva, viva a sociedade alternativa
(Viva! Viva!)
Viva, viva, viva a sociedade alternativa
Se eu quero e você quer
Tomar banho de chapéu
Ou esperar Papai Noel
Ou discutir Carlos Gardel
Então vá
Faça o que tu queres
Pois é tudo
Da lei, da lei
Viva, viva, viva a sociedade alternativa
Faz o que tu queres há de ser
Tudo da lei, da lei
Todo homem, toda mulher
É uma estrela
Viva
Viva, viva, viva a sociedade alternativa
(Viva! Viva!)
Viva, viva, viva a sociedade alternativa
Mas se eu quero e você quer
Tomar banho de chapéu
Ou discutir Carlos Gardel
Ou esperar Papai Noel
Então vá
Faça o que tu queres
Pois é tudo
Da lei, da lei
Viva, viva, viva a sociedade alternativa
Viva, viva, viva a sociedade alternativa
O número 666 chama-se Aleister Crowley
Viva
Viva, viva, viva a sociedade alternativa
Faz o que tu queres
Há de ser tudo da lei
Viva, viva, viva a sociedade alternativa
Viva
A lei de Thelema
Viva, viva, viva a sociedade alternativa
A lei do forte, essa é a nossa lei, e a alegria do mundo.
Viva, viva, viva a sociedade alternativa
(Viva! Viva!)
Viva, viva, viva a sociedade alternativa
(Viva o novo aeon)
Viva, viva, viva a sociedade alternativa
(Viva! Viva!)
Viva, viva, viva a sociedade alternativa
Se eu quero e você quer
Tomar banho de chapéu
Ou esperar Papai Noel
Ou discutir Carlos Gardel
Então vá
Faça o que tu queres
Pois é tudo
Da lei, da lei
Viva, viva, viva a sociedade alternativa
Faz o que tu queres há de ser
Tudo da lei, da lei
Todo homem, toda mulher
É uma estrela
Viva
Viva, viva, viva a sociedade alternativa
(Viva! Viva!)
Viva, viva, viva a sociedade alternativa
Mas se eu quero e você quer
Tomar banho de chapéu
Ou discutir Carlos Gardel
Ou esperar Papai Noel
Então vá
Faça o que tu queres
Pois é tudo
Da lei, da lei
Viva, viva, viva a sociedade alternativa
Viva, viva, viva a sociedade alternativa
O número 666 chama-se Aleister Crowley
Viva
Viva, viva, viva a sociedade alternativa
Faz o que tu queres
Há de ser tudo da lei
Viva, viva, viva a sociedade alternativa
Viva
A lei de Thelema
Viva, viva, viva a sociedade alternativa
A lei do forte, essa é a nossa lei, e a alegria do mundo.
Viva, viva, viva a sociedade alternativa
Medo da Chuva - Raul Seixas
Medo da Chuva
É pena
Que você pense que eu sou seu escravo
Dizendo que eu sou seu marido
E não posso partir
Como as pedras imóveis na praia
Eu fico ao teu lado sem saber
Dos amores que a vida me trouxe
E não pude viver
Eu perdi o meu medo
Meu medo, meu medo da chuva
Pois a chuva voltando pra terra
Traz coisas do ar
Aprendi o segredo
O segredo, o segredo da vida
Vendo as pedras que choram
sozinhas no mesmo lugar
EU não posso entender
Tanta gente aceitando a mentira
De que os sonhos desfazem
Aquilo que o padre falou
Porque quando eu jurei
Meu amor eu traí a mim mesmo
Hoje eu sei
Que ninguém nesse mundo
É feliz tendo amado uma vez
Uma vez
Eu perdi o meu medo
Meu medo, meu medo da chuva
Pois a chuva voltando pra terra
Traz coisas do ar
Aprendi o segredo
O segredo, o segredo da vida
Vendo as pedras que choram
sozinhas no mesmo lugar
Vendo as pedras que choram
Sozinhas no mesmo lugar
Vendo as pedras que sonham
Sozinhas no mesmo lugar
Que você pense que eu sou seu escravo
Dizendo que eu sou seu marido
E não posso partir
Como as pedras imóveis na praia
Eu fico ao teu lado sem saber
Dos amores que a vida me trouxe
E não pude viver
Eu perdi o meu medo
Meu medo, meu medo da chuva
Pois a chuva voltando pra terra
Traz coisas do ar
Aprendi o segredo
O segredo, o segredo da vida
Vendo as pedras que choram
sozinhas no mesmo lugar
EU não posso entender
Tanta gente aceitando a mentira
De que os sonhos desfazem
Aquilo que o padre falou
Porque quando eu jurei
Meu amor eu traí a mim mesmo
Hoje eu sei
Que ninguém nesse mundo
É feliz tendo amado uma vez
Uma vez
Eu perdi o meu medo
Meu medo, meu medo da chuva
Pois a chuva voltando pra terra
Traz coisas do ar
Aprendi o segredo
O segredo, o segredo da vida
Vendo as pedras que choram
sozinhas no mesmo lugar
Vendo as pedras que choram
Sozinhas no mesmo lugar
Vendo as pedras que sonham
Sozinhas no mesmo lugar
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